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DONS DE CURA DIVINA E CURAR

“Cremos na contemporaneidade dos dons de curar; tais dons são concedidos à Igreja hoje pelo Espírito Santo, segundo a Sua Soberana Vontade, sem limitação de tempo e definição de circunstâncias, conf. 1 Coríntios 12:7-9”. Nossa crença encontra os seguintes fundamentos: – Argumentos a favor da contemporaneidade. Não encontramos na Bíblia base para negar a contemporaneidade dos dons de curar. Textos considerados como apoio para afirmar a não contemporaneidade de tais dons recebem outra interpretação. O fato de que Filipe também exerceu dons de curar (At 8:4-7), sendo diácono e não fazendo parte do colégio apostólico, é prova de que os dons foram dados por Deus não só aos apóstolos, para credenciar ou autenticar o ministério apostólico, enquanto se processava a formação do cânon bíblico. Assim, não encontramos em 1 Coríntios 13:8-13, apoio para a negação da contemporaneidade dos referidos dons ou de quaisquer outros dons espirituais. “o que é perfeito” (1 Co 13:10) não se refere à conclusão do cânon bíblico, como alegam aqueles que não acreditam na contemporaneidade dos dons, mas à Pessoa de Cristo e à Sua volta, quando então Ele será visto “face a face” (1 Co 13:12). – Conceito dos dons de curar Entendemos como dons de curar a capacitação de caráter sobrenatural dada aos crentes em Cristo, instrumentos de Deus, para, com autoridade do Filho, e em nome dEle, ministrarem a benção da cura de enfermos, como fizeram servos de Deus no passado (2 Rs 5:1-14; 20:1-11; At 3:1-10; 9:32-35). – Orientações quanto ao exercício dos dons de curar. O exercício dos dons de curar deve obedecer a normas bíblicas e ao bom senso que deve caracterizar os cristãos, conforme segue: Aorigem das doenças deve ser levada em conta. Podem ser oriundas: do pecado (Tg5:15); de ação satânica (Mt 17:15, 18; Lc 11:14; 13:11-13); de quebra de leis naturais (1 Tm 5:23); de contaminação ambiental (Gn 3:17; Rm 8:22, 23); de intervenção divina, visando disciplinar (1 Co 11:30) e de intervenção divina, visando provação (Sl 119:71). A afirmação de que toda doença tem origem em um pecado determinado é falsa. O discernimento acerca da origem da enfermidade é de suma importância para aplicar o tratamento ao enfermo. Se é pecado, o tratamento a aplicar deve ser, antes de tudo, espiritual (por exemplo – Miriam– Nm 12; os crentes de Corinto – 1 Co 11:30). Se a origem é quebra de leis naturais, o tratamento deverá ser através de disciplina pessoal. Se é provação, deve-se estimular o enfermo a permanecer firme na fé. Não se aconselha a promoção de “cultos de cura”, porque essa atividade não tem fundamento nem referência bíblica e tem servido, muitas vezes, à prática do curandeirismo e comércio da fé. A Bíblia não traz definição quanto à liturgia ou fórmula de atuação para o exercício dos dons de curar. A atuação de Jesus e dos apóstolos é diversificada quanto à forma, e deve ser considerada nosso padrão (Mc 16:18; At 3:8; Mt 9:27-31; Jo 9:1-12; Tg 5:14, 15). – Cura divina Os congregacionais filiados à União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil crêem que Deus operou e ainda opera curas, sempre mediante o Seu eterno propósito e soberana vontade. Entretanto concordam, igualmente, que Deus não instituiu um ministério específico de cura divina para a Igreja. O Senhor cura em resposta às orações a Ele dirigidas nesse sentido (Tg 5:15-17). O serviço da Igreja é a pregação do Evangelho. Ela deve deixar à mercê da soberana vontade do Pai a realização ou não de curas, que podem acompanhar o ministério da Palavra (Mc 16:15-20; At 4:29-31)

UNÇÃO COM ÓLEO

“Cremos na unção com Óleo Sobre Enfermos, Como Símbolo do Poder curador de Deus, PODE Ser praticada na Presente Época da Igreja”. Nossa seguintes Crença Encontra OS Fundamentos: 1 – Conceitos A bíblia menciona Três Tipos de unção: Unção Espiritual, realizada Pelô Espírito Santo Sobre Jesus e crentes? Sobre OS, e that substitui QUALQUÉR unção com Óleo that represente consagração (Lc 04:18, At 4: 27; Hb 1: 9; 1 Jo 2: 20,27, 1 Co 1:21). This unção E de carater permanente. Unção com Óleo literal, that E uma Aplicação de Óleo OU ungüento aromático com o Objetivo de Conservar, limpar, Curar, perfumar e embelezar (Ez 16: 9, 2 Sm 14: 2, Rt 3: 3; Is 1: 6; Mt 06:17; Mc 6:13; Lc 7:38; 10:34; Mc 14: 8; Ap 3:18). Unção COM OLEO simbólica, Que è uma Aplicação de Óleo? Sobre PESSOAS, ANIMAIS E Objetos, com O Fim de consagrá-los (Ex 29: 7; 40:15; 1 Sm 09:16; 10: 1; 1 Rs 01:39 ; Ex29: 36; 30:26; 40: 9; Lv 08:10; Nm 7: 1). This unção, that also PODE SE designar de cerimonial, Não Tem SENTIDO Ser Hoje praticada, PORQUE era prescrição da Lei Mosaica, e Só se Fazia com o “Óleo da unção” (cf Ex 30: 22-33), Não Sendo, POR ISSO, recomendada los nenhuma Parte do Novo Testamento. A unção com Óleo Sobre Enfermos E also simbólica, mas de: Não simboliza consagração, e sim o Poder curador de Deus. A Prática Desta unção se Encontra mencionada los Dois Textos fazê Novo Testamento: Mc 6:13 e Tg 5:14, 15. 2 – Orientações para um Prática À luz das Escrituras e Diante dos Conceitos Acima emitidos, DEVE-SE Seguir quanto seguintes orientações na Prática da unção Sobre Enfermos: O Óleo Não Tem, MESMO los si, Poder curador (o Poder E de Deus, Que opera através da Oração da Fé, do conforme Tiago 5: 14,15); Não Há obrigatoriedade de se ungir com Óleo de Todos os Enfermos Pelos cais Quais d’Orsay se interceder; O ato da unção com Óleo Sobre OS Enfermos DEVE Ser restrito a Pastores de e presbíteros, com base de los Tiago 5: 14,15; A unção simbólica Sobre animais e Objetos Era Uma Prática Relativa à Lei Mosaica los Seu cerimonial caráter, Não determinada Pelo Novo Testamento, e that, POR ISSO, Não recomendável E AOS cristãos. Localidade: Não E procedente a Expressão “Óleo ungido”; DEVE-SE Cuidar parágrafo Que o Óleo de: Não Venha Ser um tornado hum Elemento mediador DAFE. A Crença de: Não PODE ter Como Objeto, o Óleo e sim, o Senhor.

CURA INTERIOR

“Cremos que Todos os Homens TEM feridas interiores, EM OU Maior Menor escala, das quais precisam Ser curadas”. Esta Confissão baseia-se nas seguintes afirmações, respaldadas por textos Bíblicos: 1 – A Origem das Doenças da alma Como Doenças da alma PODEM ter varias Origens: No Ambiente Meio – A opressão do Mundo Caído Promove Conflitos de Ordem Econômica, Política, Social e moral, causando AO Homem certas Doenças mentais e Psicológicas; Na Familia – A Herança psíquica familiar, transmitida Pelas Influências, imperfeições, Ausencia de Sabedoria e discernimento na Educação POR Parte dos pais; Conflitos existenciais nºs. O Conflito íntimo Espiritual provocado Pela Tendência Pará naturais o egocentrismo, o em Oposição à Consciência fazer justo (Rm 7); Na Esfera Espiritual. Como Influências, Sugestões e agressões do Mundo dos espíritos demoníacos (Ef 6:12). 2 – A Cura das Doenças da alma Enfermos de alma PODEM encontrar uma cura fazer SEGUINTE Modo: O Processo de cura interior de Uma Pessoa e essencialmente precedido Pela SUA aceitação fazer Evangelho Redentor de Cristo Jesus (Is 61: 1,2; Lc 4:18; Mt 11: 28,29; Jo 10,10), POIs um Deixa Pessoa Estar Debaixo de fazer Domínio de satanás e toma posse da Graça de Deus. Os crentes em Cristo that AINDA carregam Dentro de si Tais enfermidades PODEM Ser curados por Meio de Tratamento Que conste de Aconselhamento pastoral, Leitura da Palavra de Deus, Oração e Dependência do Espírito Santo, o Consolador; O Que los suma repre O Processo de santificação na vida do crente (1 Ts 4: 3-8; Fp 4: 5-8; Cl 3: 1-17). PODE-SE Contar, Nesse Processo, com o Auxílio da Ciência Médica e psicoterapêutica com o Cuidado de Não se Depender Exclusivamente dela, e NEM deixar de aferir o caráter destas Técnicas Científicas Com Os Princípios Bíblicos. Evitem-se OS rituais de cura interior, atualmente o em moda, POIs à Saúde da alma geralmente necessitá de Tratamento demorado. 3 -Recursos parágrafo a cura das Almas Seguem Abaixo Alguns Princípios that poderão sor utilizados num Processo de Aconselhamento pastoral, visando a cura interior: A Recuperação dos Relacionamentos interpessoais, Mediante A Confissão de Pecados e Prática do Perdão (Mt 6:14; Ef 4:32; Tg 5:16); A plena Confiança los Deus parágrafo Evitar o Medo EA Ansiedade (Sl 112: 7; 118: 6; Pv 29:25: Mt 6: 25-34; Jo 16:33: Rm 8:15; Fp 4: 6; 1 Jo 4:18); A Consciência do valor e Propósito da Vida Humana parágrafo Deus (Gn 1: 26,27; Ef 2:10); A Completa sujeição a Deus, Resistência a satanás e apropriação da armadura de Deus (Tg 4: 7; 1 Pe 5: 6,7; Ef 6: 13-17), parágrafo eliminar Toda Influência, Sugestão e agressão Demoníaca à alma. A substituição das más Lembranças POR louvores e Pensamentos amáveis, Construtivos e Saudáveis (Fp 4: 6,7). A Confiança não Poder de Deus Para restaurar a alegria da Salvação (Sl 51: 10-12).

O JEJUM

“Cremos que a pratica do jejum não é exclusiva dos tempos áureo e neotestamentários e que, portanto, é lícito a Igreja utilizar-se dela nos dias atuais”. Esta confissão acima encontra respaldo nas seguintes afirmações e comprovação bíblica: 11.1 –Propósito do Jejum O jejum é instrumento de consagração ao Senhor, de dedicação à oração e de humilhação diante dEle (cf. Sl 35:13; Jn 3:5). 11.2 –Prática do Jejum A prática do jejum deve seguir às orientações bíblicas: Ser espontâneo, ocorrendo individual ou coletivamente (2 Sm 12:23; 2 Co 6:5; Ed 8:21; Ne 9:1). O jejum ritual ou formal é censurado pelas Escrituras (Is 58:3-6; Jr 14:12; Zc 7:5; Lc 18:12); Nunca tornar-se elemento de ostentação ou de superioridade espiritual, como o próprio Jesus orientou (Mt 6:16-18); Não tornar-se rotineira ou mecânica, mas ser usada com um fim específico (At 13:2,3). 11.3 – Ensino e exemplos bíblicos: O jejum é recomendado pelo Senhor Jesus (Mt6:16-18), tornando-se, assim, parte integrante do Seu ensino à Igreja. Alguns exemplos de prática de jejum nas Escrituras: O próprio Jesus (Mt 4:2) O apóstolo Paulo (2 Co 6:5; 11:27) A Igreja de Antioquia (At 13:2,3)

EXORCISMO

Expulsão de Demônios ou exorcismo “Cremos that crentes em Cristo SÓ TEM Autoridade parágrafo expulsar demônios, em Nome dEle”. Esta NAS base de afirmação Encontra Escrituras, Conforme Segue Abaixo: 6.1 – Possessão Demoníaca E a Invasão da Pessoa Localidade: Não redimida Pelo Sangue de Jesus POR espíritos demoníacos, Dominando SUAS Faculdades Pessoais – A Razão, Emoção uma volição e a (cf Lc 8: 26-34.). SOMENTE OS Incrédulos estão sujeitos à possessão maligna, POIs OS that recebem a Jesus Como ficam Senhor e Salvador de libras Serem Atingidos por esta Invasão fazer Inimigo, Uma Vez Que passam um Ser Santuário do Espírito Santo (1 Co 3:16; 6:19 ) de e permanente Residencia do Pai e fazer Filho (Jo 14:23); o Senhor lhes Garante Completa Libertação (Jo 8:36; Cl 1:13) e Proteção (2 Ts 3: 3; 1 Jo 4: 4; 05:18). Os crentes em Cristo PODEM sofrer opressão Demoníaca OU Satânica, quando perdem o Caminho da Santidade e deixam de se sub métrico á Vontade de Deus (1 Co 5: 2-5; 1 Pe 5: 6-9), quando de: Não resistem AO Diabo (Tg 4: 7), OU quando o Senhor, Dentro de Sua Soberania, parágrafo barbatanas de provação da Fé e de disciplina, o permite (Jó 1 e 2; 2 Co 12: 7-10). 6.2 – Cuidados A Há Alguns Cuidados Que à luz da Bíblia e do Bom Senso, devem sor tomados POR Igrejas e Obreiros, QUANTO à Prática da expulsão de Demônios: Localidade: Não confundir possessão Demoníaca com certas enfermidades, Tais Como: Epilepsia, Esquizofrenia E Otras; AINDA that, in Alguns Casos, enfermidades resultem de possessão Demoníaca e SEJA, muitas Vezes, Difícil de discernir a Origem (Mt 9: 32-34; 17: 14-18; Lc 13: 10-13); Entender that como Obras da carne, embora sejam usadas Pelos Demônios, Não São personificação de espíritos malignos e POR ISSO, DEVE-SE Evitar Nomealos de “espíritos” (Espírito de prostituição / Espírito de avareza, etc.); Compreender that uma Metodologia Para a Prática da expulsão de Demônios de: Não se apresenta de forma Específica NAS Escrituras. Alguns Exemplos Bíblicos Contém apenas Uma Ordem dada AOS espíritos (Mt 08:16, Mc 1:25; At 16:18). ASSIM deduzimos that QUALQUER crente em Cristo, Cheio do Espírito Santo, PODE ordenar, em Nome de Jesus Cristo, Que o demônio se aposentar da Pessoa POR ELE invadida, SEM Que seja alterada a liturgia do culto com inserções desnecessárias, Tais Como: passa Misticos , Entrevistas com Demônios, etc. Compreender that Uma pessoa liberta de Demônios Localidade: Não ESTA necessariamente convertida AO Senhor e Salvador Jesus Cristo, podendo, POR conseguinte, voltar a Ser invadida POR ELES (Lc 11:24 a 26)

DOM DE LÍNGUAS

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QUEBRA DE MALDIÇÃO

“Cremos que o sacrifício de Cristo, realizado na cruz do Calvário, é suficientemente eficaz para livrar o homem que nEle crê de qualquer maldição que lhe tenha sido imposta por Deus, em conseqüência da sua desobediência e, portanto, é desnecessária qualquer palavra ou ritual para quebrar maldições”. Esta confissão tem os seguintes fundamentos: 7.1 – Conceito e origem da maldição Maldição é uma conseqüência da quebra da Lei de Deus. A maldição se originou no pecado (desobediência e rebeldia contra Deus), enquanto que a benção se origina da obediência ao Senhor (Dt 11:26-32). Deus amaldiçoa o pecador, tanto quanto abençoa o penitente. A maldição divina não possui o sentido místico e supersticioso que os pagãos lhe atribuíam. Criam que maldição era uma entidade espiritual em si mesma que, uma vez proferida por um homem, acionava o poder dos deuses ou forças ocultas para executarem o mal desejado contra o próximo (por exemplo, 1 Sm 17:43). Este conceito prevalece hoje nas religiões de magia. Os crentes em Cristo crêem que a benção e maldição relacionam-se aos conceitos de obediência e desobediência ao Senhor (Dt 27 e 28; Ml 3:8-12) ou aos conceitos de aceitar ou rejeitar o Evangelho de Cristo (Gl 1:6-9; 3:10-13). 7.2 – A maldição já quebrada Os crentes em Cristo não devem temer nem preocupar-se com maldições (Rm 8:1); porque todos estamos libertos da maldição imposta pela Lei (Gl 3:13); e a mais terrível das maldições, a morte (Gn 2:17), perdeu o seu poder (Rm 8:33-39; 1 Co 15:53-57). 7.3 – A maldição hereditária A chamada “maldição hereditária”, que consiste em acreditar-se que os pecados, alianças e padrões estabelecidos pelos antepassados podem acarretar maldição sobre os descendentes até à terceira e quarta geração, com base em Êxodo 20:5,6 e Deuteronômio 5:9,10, deve ser doutrina rejeitada pelas seguintes razões: Quem amaldiçoa é Deus, por desobediência a Ele. Ele é quem age, visitando a maldade dos pais nos filhos que continuam praticando os mesmos pecados. Os crentes precisam e podem crer que nenhum débito existe acumulado contra eles, a partir do momento em que se apropriam da vitória de Cristo na cruz (Cl 2:14,15) Acreditar que as maldições familiares se transmitem automaticamente, ter-se-ia de acreditar que as bênçãos também sejama utomaticamente transmitidas (Ex 20:6). Afirmar-se que uma aliança demoníaca dos pais “amarra” os filhos, implicaria em acreditar-se que a fé possuída pelos pais também salva os filhos automaticamente. Em Exodo 20:5,6 se trata apenas do desdobramento tanto do pecado da desobediência quanto da obediência na vida dos descendentes. A responsabilidade humana é individual. Os maus feitos dos pais não passam para os filhos, nem a justiça daqueles repercute automaticamente nestes (Rm 14:12; Ez 18). 7.4 – A maldição de nomes Não há fundamento para a crença de que nomes carregam em si maldições, e que, por isso, nomes de pessoas e lugares precisam ser mudados se estão relacionados ou têm origem em nomes de santos e divindades do mal. As provas da inconseqüência desta crença podem-se dar mediante a consideração de nomes de personagens bíblicos: Daniel e seus amigos receberam nomes de deuses pagãos, contudo continuaram fiéis ao Deus verdadeiro (Dn 1:7). A genealogia de Jesus inclui nomes outrora comprometidos com pecados e com uma herança estranha à relação entre Deus e Israel, e isso não comprometeu a santidade do Filho de Deus, nem lhe acarretou qualquer maldição (Mt 1:3,5,6). 7.5 – Os ritos para a quebra de maldição Os ritos para a quebra de maldição, realizados pelos que adotam tal prática, são condenáveis por duas razões: Incluem súplica de perdão dos pecados dos antepassados, o que se assemelha à oração em favor dos mortos. Contrariam o bom senso, pois não há como lembrar os pecados dos antepassados todos, por que as árvores genealógicas sobem em progressão geométrica. 7.6 – Benção ou maldição proferida por homens Os homens que proferiram benção ou maldição, segundo a narração bíblica, o fizeram por delegação específica de Deus, servindo apenas como canais da benção ou maldição vinda dEle (Gn 9:20-29;12:1-132). As maldições a que se refere o Antigo Testamento estavam ligadas àquela antiga aliança, e não devem ser aplicadas à nova. Vê-se que no Novo Testamento os crentes em Cristo recebem a recomendação de não amaldiçoarem (Tg 3:1-12), porque a maldição que não é imposta por Deus nasce da cólera e da amargura humana, como o objetivo de humilhar, desprezar ou execrar a pessoa a quem é dirigida e traz prejuízos àquele que a profere. A preocupação do Senhor, mostrada nas Escrituras, não está no fato de a maldição proferida por homens realizar-se ou não, mas na reação carnal das pessoas que desencadearam a vontade de destruir, prejudicar e atingir com o mal a outras pessoas.

VISÕES OU REVELAÇÕES

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SINAIS E PRODÍGIOS

“Cremos que Deus, no exercício de Sua Soberania, pode se manifestar, ainda hoje, por meio de sinais e prodígios”. Fundamentamos a declaração confessional acima conforme abaixo expomos: 8.1 – Conceito e objetivos dos sinais Sinais e prodígios são feitos sobrenaturais, usados por Deus, para confirmar a Palavra pregada, manifestar o Seu poder e a Sua glória (Dt 6:22; Ne 9:9:10; Mc 16:15-20; At 4:29-31; Hb 2:3,4). No Novo Testamento os sinais relatados ocorreram com os seguintes objetivos: Marcar a inauguração do ministério terreno de Jesus Cristo (Jo 2:11); Servir como avisos escatológicos (Mt 24:3-14; Mc 16:1-4; Lc 21:25-28); Testemunhar da presença divina nos ministérios de Jesus e dos apóstolos (Mc 16:17-20; Jo2:23; 3:2; 7:31; At 2:22; 2 Co 12:12; Hb 2:4). Corroborar o ministério apostólico (At 4:16-30; 5:12; 6:8; 8:6,13; 14:3; 15:2). Apontar para Cristo e Seu Evangelho (Jo 20:30,31; Rm 15:18,19). Assessorar o ministério de propagação do Evangelho, conforme indicado nas palavras da oração da Igreja nascente, registradas em Atos 4:30: “Enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios, por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus”. 8.2 – Advertênciasquanto aos sinais e prodígios Alguns cuidados precisam ser tomados pelos crentes em Cristo quanto à ocorrência de sinais e prodígios: Todos os fenômenos ou acontecimentos tidos como sinais devem ser submetidos à apreciação da Igreja, que devem considerá-los á luz das Escrituras e, se aprovados, podem ser admitidos como tais, porque há sinais de engano (Mt 24:24;Mc 13:22; 2 Ts 2:7-11; Ap 13:13,14;16:13,14; 19:20) e nem todos os sinais têm origem divina (At 8:9,10; 16:16). Considerem-se os sinais como lampejos, no presente, do Reino já inaugurado em Cristo, que será estabelecido escatologicamente. Não atribuir aos sinais lugar e valor além daqueles que a Palavra lhes dá. Notar que há grandes porções na Bíblia sem menção de um sinal sequer. João Batista, por exemplo, não realizou sinais (Jo 10:41). Considerar também que o maior de todos os sinais já foi dado com a vinda, vida e obra de Jesus Cristo (Mt 12:38-40). Assim, não se deve ter a manifestação de sinais como uma necessidade imprescindível para a vida e serviço da Igreja. Fugir do perigo de basear a fé em sinais e prodígios, pois o único objeto da fé é o Senhor (Lc 23:8; Jo 6:2). Embora incrédulos exijam sinais (Mt 12:38,39) e alguns necessitem deles para serem levados à fé em Deus (Jo 20:25), a Palavra ensina que são bem-aventurados os que não viram e creram (Jo 20:29); que o justo viverá pela fé (Gl 3:8,11); e que andamos por fé e não pelo que vemos (2 Co 5:7). Não se deixar seduzir pela onda de sinais e prodígios deste novo século e evitar que tomem o lugar da pregação da Palavra, o instrumento eficaz para despertar a fé em Deus (Rm 10:17)

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